Registro da 1ª apresentação do Trans-Forma

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Vem fazer parte desta história!

ferias_transformaNós do Trans-Forma Cia Espírita de Dança estaremos retomando nossas atividades na próxima semana.

O grupo está aberto a participação de novos integrantes.

Não há necessidade de conhecimentos prévios em dança. Boa vontade, desejo de estudar sobre a dança, o corpo e os ensinamentos de Jesus sob a ótica da Doutrina Espírita são os pré-requisitos básicos.

O grupo se reúne semanalmente na região do bairro Sagrada Família em Belo Horizonte.

Estamos esperando você!

Contato: Daniela – alma.nova@yahoo.com.br

Por que TRANS-FORMA?

Veja as peças do TANGRANtrans-forma_blog
São tão maleáveis
Inimagináveis
No rumo do amanhã

Olhando as formas do TANGRAN
Em que se transformam
Quando a vontade
Está reta e sã?

E as formas que desenho
Com meu corpo no espelho
Tem um ritmo harmônico
Tem um movimento solto
Macio, suave como a lã?

Sou as formas do TANGRAN
Um TANGRAN que é dinâmico
Em vôos panorâmicos
Buscando o céu!

Coisa vã?
Não para quem se TRANS-FORMA
Constantemente se renova
Na caridade irmã

Meu dançar modela a alma
Não são importantes as palmas
Que a consciência me aplauda
Estou melhor do que ontem
Estou fiel ao amor
Minha dança baila em amplo horizonte!

Jaime Togores 31/10/2016

Fala ao Artista Espírita

13413618_1019868954767101_6630589037259763980_nPara ser um artista espírita não basta só trabalhar com o conteúdo espírita cristão, mas implica sobretudo aplicar esse conteúdo em si mesmo. O Evangelho diz que a boca fala do que está cheio o coração. No coração do artista espírita deve estar o evangelho. Quão belas não serão as obras artísticas de um coração repleto de disciplina e de caridade. E como nos disse São Paulo: “A caridade é paciente, é benigna; a caridade não é invejosa, não se ensoberbece, não é ambiciosa, não busca os seus próprios interesses… tudo tolera, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.”

Irmão, tua responsabilidade é tua postura. Tua sintonia, é tua missão. Renove os quadros mentais de tua alma para neles esculpir tua obra de arte. Renova a qualidade de teus sentimentos para neles colher as novas sinfonias de Amor.

Leonardo Da Vinci não tirou as suas obras do nada, ele as colheu das infinitas criações mentais que emitia em profusão ao seu redor. Ludwig Van Beethoven produziu suas obras da jardinagem dos séculos, e gerou sinfonias a partir das infinitas harmonias produzidas por seus sentimentos.

O artista espírita tem como compromisso e responsabilidade tornar-se antes de tudo artífice de seus pensamentos e sentimentos.

Pintai obras de arte em vossos quadros mentais. Produzi com vossos sentimentos sinfonias de amor, harmonia e bondade. Elevemos nossa sintonia a altura de quem buscamos. Busquemos ser artistas do Cristo, Artistas do Pai, Médiuns do palco.

Esqueçamos nossas tolas vaidades, e despojados de nosso amor próprio subamos em direção ao Pai. Ampliemos nossa vibração, e como médiuns do amor possamos brilhar a nossa luz, somada a de muitos da espiritualidade maior. Luz essa a ser refletida em toda platéia.

A obrigação primeira de um artista espírita é fazer de sua vida uma obra de harmonia e beleza. “Buscai primeiro o reino de Deus e tudo o mais vos será dado em acréscimo.”

Mas aquele que percorrer esse caminho encontrará flores sem conta, não as palmas da humanidade, mas o apoio e sustentação dos amigos espirituais que distribuem a mancheia sua luz.

Temos que nos tornar campos fecundos a profusão das sementes daqueles que nos inspiram. Este campo tem que estar pronto para a árvore crescer.

O Artista Espírita tem como código de conduta o Evangelho de Jesus.

Como já vos foi dito, a mostra é pura luz. É um fluxo energético de luz pulsante que é emanada por todo aquele que tem como propósito máter divulgar os postulados de Jesus, fundamentado na codificação de Kardec.

As vibrações que emanam dos irmãos que se propõem a realizar de fato um ato de criação dentro da arte, já os envolvem imediatamente neste dínamo gerador de energias.

A beleza da arte está na simplicidade e na pureza de quem trabalha com ela. O traço tremulo de um pincel, o passo incerto das sapatilhas, a pena afoita do poeta, o acorde frágil do músico e a inexperiência do ator, são infinitamente brindados e amparados por todo o plano superior que na grande maioria das vezes nos é invisível mas está sempre ativo. Amigos, estes são os nossos artistas, é essa a energia que buscamos. A conquista estética das grandes produções deve antes ser burilada, e vem depois da conquista da pureza e da simplicidade de cada um.

Nossas portas se destrancam, nossas cortinas se abrem e nossos corações pulsam de alegria. Queremos ver nossos amigos juntos, criando, gerando. É a arte espírita cuja responsabilidade pousa nos ombros de cada um de nós. Adentrai o palco, trazei vossa luz, trazei vossa arte, vossos temas espíritas. A codificação é eloquente e rica, não precisamos de inspiração fora dela, nossos trabalhadores são os artistas de Jesus, não precisamos de mãos externas, essas mãos irão se juntar às nossas, porém no momento oportuno.

Vamos vibrar para que nossa pequenina luz ainda que fosca, possa se unir à do irmão da outra casa espírita. Surgirá daí o verdadeiro contexto da união, alicerçado primeiro no trabalho lado a lado nos “palcos” da vida. Vamos arejar nossas casas mentais e manter nossos canais limpos, para que através dos atributos básicos que nós espíritos temos e que são o Pensamento e a Vontade, possamos conduzir esta “grande família unida” A CAMINHO DA LUZ.

Evangelização de Espíritos- Núcleo Santos

O primeiro vôo

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Ensaio – Fevereiro de 2016

Na III Mostra Nacional de Dança Espírita –  26 a 30 de Maio de 2016, nosso grupo fez sua primeira apresentação, mais precisamente no dia 28 de Maio, um sábado a tarde, onde se reunia uma plateia de aproximadamente 400 artistas espíritas de todas as linguagens artísticas.

Até chegarmos a este dia, onde pudemos levar nosso despretensioso trabalho, foram meses de muito aprendizado, suor e lágrimas  (Sim, lágrimas! você não leu errado!).

Enquanto nascia, o que seria nossa primeira performance, não tínhamos a ideia, nem o desejo de apresentar.

Fomos ao show de lançamento do CD Trilhos,  do Grupo Verbos de Versos, de Minas Gerais e nos encantamos com a história real que inspirou a criação da música “Vôo”, narrada por eles durante a apresentação.

A música me tocou profundamente. De acordo com minhas recordações, disseram que  a composição nasceu após a  visita a um asilo. Foram surpreendidos pela narração de uma idosa presa a uma cadeiras de rodas, contando que quando iam lá tocar, ela se sentia livre, voando, dançando…

Saindo da visita, os dois sentiram um impulso de compor. (Não haveria maneira mais plena de traduzir aquele sentimento, senão pela música, afinal, quando a palavra silencia a arte fala. E assim nasceu: “Vôo”.

Desse primeiro “vôo”, surgiu o segundo, porque tudo o que eu ouvimos, vemos e sentimos  transformamos em dança, é nossa forma de ver o mundo. Lembro como se fosse hoje, na sala de casa, sugeri para minha filha um movimento muito simples ( pra mim) de abaixada, de cócoras, ir subindo o corpo, desenrolando, deixando que a cabeça fosse a última chegar.

Demoraram semanas para que ela se apropriasse e incorpora-se “esse subir e descer o corpo” , afinal, ela não dominava esse “vocabulário corporal”.

Num espaço de menos de um metro quadrado, começamos  a escutar a música, tinha me apaixonado por ela, pelo sentido de cada palavra, pela melodia e comecei a criar. Eu sentia, sugeria movimentos e minha filha  ia fazendo. Outras vezes, estava ouvindo e lá estava ela criando.

Assim começou acontecer durante muitas noites. Ouvíamos a música e eu e ela criávamos. Criando e dançando pelo prazer de sentir a música e deixar o corpo falar.

Assim começava uma jornada que durou meses.

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Ensaio – Fevereiro de 2016

Planejávamos ir à III Mostra Nacional de Dança Espírita, no entanto, não tínhamos a pretensão de dançar, pois a ideia de participar do evento veio muito antes da coreografia. O Trans-Forma ainda era um projeto que tinha ficado no passado. No entanto, do processo de criação da coreografia “Vôo” veio a ideia de enviar a coreografia para a equipe de avaliação.

Neste momento o grupo saía do papel, já que era um sonho acalentado desde 2011, nascia uma bailarina espírita, crescia uma responsabilidade.

Então surgiu um questionamento:

-Mãe, mas o grupo sou apenas eu e você?

-Sim, outras pessoas virão, mas por enquanto somos eu e você. Jesus disse que quando duas ou mais pessoas estivessem reunidas em seu nome Ele ali estaria.

Sorrindo ela disse:

-Agora faço parte de um grupo!

Ensaiávamos no térreo do nosso prédio e foram dias de muito esforço, medos e apropriação de um conhecimento que desconhecíamos.

Montar uma coreografia num grupo espírita de dança não é apenas escolher uma música “espírita”, criar passos e dançar.  É algo bem mais profundo,  é um processo que tem por objetivo nossa transformação moral. Este é o objetivo primeiro.

A reflexão sobre o sentido da música em cada ensaio, que era sempre retomada; bem como a análise dos sentimentos que surgiam – o medo de errar, por exemplo, eram questionamentos que permeavam os ensaios. O que é o medo de errar? Por que sinto medo? De que outro sentimento ele nasce em mim?…e daí para chegarmos ao orgulho e o egoísmo era um passo.

Esse é um longo assunto, vamos deixar para outros posts para narrarmos nosso processo para vocês, afinal o objetivo é compartilhar experiências.

Como dissemos, foi um período de grande aprendizado. Ela não dominava aqueles

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Performance – Praça do Papa, BH

movimentos, embora fizesse aula de balé clássico, se perdia no espaço, quando mudávamos o local de ensaio. Então veio a ideia de fazer uma performance pública. Sim, em duas praças de Belo Horizonte/MG.

Colocamos uma roupa, pegamos celular e um bluetooth e lá fomos angariar mais este aprendizado –  Vencendo o medo, aprendendo a se posicionar no espaço. Um mês antes da primeira apresentação oficial, fomos para as ruas, mais um passo em direção ao “vencer a si mesmo”.

Chegado o dia da apresentação – dia 28 de Maio de 2016, a vontade de desistir foi muito grande. Tivemos que conversar minutos antes de entrar no palco, lembrando que nada havia a temer. Era um solo, porém não estaria sozinha e não estaria servindo ao seu orgulho e vaidade; que pensasse que poderia levar esperança  a plateia de encarnados e desencarnados. E assim se acalmou. Dançou. Foi o primeiro passo, o primeiro desafio, o primeiro vôo rumo a Trans-Formação.

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Primeira apresentação do grupo – 28 de Maio de 2016 – III Mostra Nacional de Dança Espírita, São Paulo, SP

Está nascendo…TRANS-FORMA Cia Espírita de Dança

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“Somos corpos enrijecidos pela prisão da matéria.
Somos almas dançando nesses corpos e, vez ou outra, esvaímo-nos pelos poros em cores.

Há na vida uma necessidade em liberdade.
Chamem-na de gaiola, dor, pecados.

Há na vida uma necessidade em TRANS-FORMA-`ação’.
Chamem-na de passos, conhecimento, DANÇA.

Dançando sob o quebra-cabeça da vida,
chegou o momento de arrebentar a matéria, delinear a alma, transformar o olhar.

Libertar-se.

Pelos poros. Pela expressão. Pela modificação.
DANCEMOS.”

Bia Torre – 15/02/2016  (Artista, modelo, bailarina, poetisa, amiga, parceira)

 

Reflexões

Dança…

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Não é apenas um adjetivo que te faz espírita.Não é apenas um tema que traduz tua essência. Mas, são os valores com que buscas forjar teu caráter,
O suor diário que verte no esforço por melhorar-se,
A música inédita que passa a tocar tuas atividades…
É isso que cria a estética de um novo espetáculo, que nasce no íntimo do teu ser, a exteriorizar-se em renovadas coreografias no palco da tua existência.

Daniela Soares  14/07/15